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É COISA VIU: PACIENTE MORRE APÓS 3 DIAS ESPERANDO LEITO DE UTI AO LADO DE CORPOS



O taxista Manoel Geraldo Chaves, de 63 anos, que foi infectado com o novo coronavírus e aguardava transferência para um leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) há três dias, morreu na quarta-feira (6/5) no Hospital de Emergência (HE) de Macapá.
Até o início da tarde desta quinta-feira (7/5), ele ainda não havia sido removido pela funerária. Manoel Geraldo apareceu em fotos tiradas pelo filho, José Chaves, ao lado de corpos de pacientes que morreram com o novo vírus, junto a outros pacientes e acompanhantes, sem nenhum isolamento.
A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semast) informou à Rede Amazônica que foi acionada para prestar auxílio-funerário, mas que só nesta quinta-feira localizou um familiar para seguir a burocracia para remoção do corpo do hospital.
Na quarta-feira, o secretário de Estado da Saúde do Amapá, João Bittencourt – que foi diagnosticado com a Covid-19 – disse, em entrevista, que a demora na retirada dos corpos ocorre devido protocolo, mas que estuda como minimizar problema.
O gestor da pasta falou sobre a falta de isolamento dos pacientes no HE e afirmou que o hospital deve restringir os acompanhantes no local. Bittencourt acrescentou que prevê a abertura do Centro de Triagem, montado há quase duas semanas, em até dois dias. Ele comentou ainda a dificuldade em abrir leitos de UTI por falta de alguns equipamentos e equipe.
De acordo com o filho do Taxista, José Chaves, até o momento da morte do pai, não havia previsão da transferência dele para um dos dois centros exclusivos de tratamento da Covid-19 do estado. Ele reforçou que os profissionais de saúde do HE disseram não haver disponibilidade de leitos.
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