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TRAVESTI ACUSADA DE MATAR GUARDA MUNICIPAL CONTA SUA VERSÃO DO FATO

Ela disse que encontrou com André no seu ponto de trabalho, quando o mesmo lhe contratou para um programa.

Ela disse que trabalha como garota de programa há sete anos nas imediações da Avenida Presidente Dutra e que encontrou com André no seu ponto de trabalho, quando o mesmo lhe contratou para um programa.
Antes de entrar no carro do guarda municipal, ela combinou o valor do programa e pediu que ele lhe adiantasse o pagamento. No entanto, André não pagou e durante o programa, a travesti perguntou novamente sobre o pagamento, quando o guarda então sacou a arma em sua direção. De acordo com ela, para se defender, entrou em luta corporal com a vítima e nesse momento a arma acabou disparando e atingiu André.
“Eu falei com ele três vezes para ele me pagar adiantado. Na terceira, já durante o ato, ele disse: ‘Está bom!’ e aí puxou a arma. A gente entrou em luta corporal e aí a arma disparou. O dedo dele estava no gatilho e eu tentei segurar a arma pelo cano. Aí eu fiquei agoniada, peguei o celular e o revólver, abri a porta do carro e saí correndo”, afirmou.

A travesti informou que não conhecia a vítima e o contato foi apenas para a contratação do programa. Ela comentou que não imaginava que o fato terminasse na morte de uma pessoa e que os travestis, pessoas transexuais e garotas de programas vivem situações arriscadas rotineiramente.

Ela foi autuada em flagrante, será encaminhada ao Conjunto Penal de Feira de Santana e lamentou tudo que aconteceu.
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