O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse nesta segunda-feira (22/2) que o estado vive uma grande pressão sobre o sistema de saúde, tanto o particular quanto o público, por conta do aumento no número de casos do novo coronavírus.

“Olhando os gráficos da Bahia, em duas semanas, por mais que a gente continue abrindo leitos, nós chegaremos ao colapso. A rede privada já chegou ao colapso. A previsão é essa, se não conseguirmos conter o crescimento, chegaremos ao colapso e eu acho que isso vai se estender pelo Brasil e teremos um alto número de óbitos, infelizmente”, frisou o gestor ao jornalista José Luiz Datena, em seu programa diário na Rádio Bandeirantes. 

Ainda durante a entrevista, Costa falou sobre as restrições e o decreto do toque de recolher, ampliado neste domingo (21/2) e que passa a valer das 20h às 5h. Para ele, as medidas foram necessárias devido ao aumento excessivo na ocupação de leitos de UTI’s pelo estado. Na ocasião, ele chegou a falar que a Bahia já chegou a marca de 100% dos leitos regulados. 

“Estamos vivendo o pior momento desde o início da pandemia. Nós estamos com o número de leitos acima de 80% e olhe que é de um total de leitos hoje que é maior do que nós tínhamos no pico da pandemia. Ontem (21/2), ao falar com a subsecretária de saúde ela dizia: ‘governador, nesse exato momento, 100% dos leitos estão regulados'. A taxa não é de 100% porque tem pacientes em deslocamento de ambulâncias”, comunicou.

Rui Costa também voltou a criticar duramente a Anvisa pela demora na liberação de outras vacinas para os brasileiros, que só dispõem, no momento, da Coronavac e da vacina da Oxford/AstraZeneca. “Eu fico me perguntando, quantas mortes serão necessárias para sensibilizar a Anvisa. Eu realmente não consigo entender”, questionou.

No boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde, a Bahia registrou, pelo terceiro dia consecutivo neste domingo (21), o maior número de pacientes internados em UTIs Covid-19 desde o início da pandemia. São 890 pacientes adultos e pediátricos em estado grave ocupando leitos nas diversas regiões da Bahia e 63 mortes em um único dia. 

Fonte: Aratuon