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É COISA VIU! POLÍCIA CONCLUI QUE PSICÓLOGA ENCONTRADA MORTA TIROU A PRÓPRIA VIDA E TENTOU SIMULAR CRIME

 

A Polícia Civil concluiu que a psicóloga Marilda Matias Ferreira dos Santos, 37 anos, encontrada morta pelo marido amarrada dentro do porta-malas de um carro em agosto do ano passado em Pouso Alegre (MG), tirou a própria vida e tentou simular um homicídio.

Segundo a polícia, a causa da morte foi por asfixia e intoxicação, depois dela ter se trancado no porta-malas do veículo. O inquérito foi encerrado e será arquivado junto à Justiça.

A perícia não identificou qualquer sinal de violência, e a chave do carro estava junto ao corpo. A casa também não apresentava sinais de arrombamento e nem faltava qualquer objeto.

Investigação x passeio de bicicleta

Conforme a polícia, o fato tornou-se complexo porque, de acordo com os sinais, a psicóloga Marilda Matias Ferreira dos Santos buscou simular outra situação que explicasse sua morte.

Ela despistou o marido e amigos com informações, como um passeio de bicicleta que faria e que estava na rua e havia sido assediada por estranhos. Os levantamentos comprovaram que ela não havia saído de casa.

Os registros de chegada e localização do marido foram confirmados por câmeras de segurança do bairro, radar da rodovia e pela localização do celular.

Além disso, a psicóloga havia desmarcado paciente da semana dizendo que iria viajar para Bauru, em São Paulo, no fim de semana. Nos registros de mensagens enviadas, Marilda havia falado com seu marido informando a satisfação por ter estacionado o carro de ré, pela primeira vez, e estava saindo para pedalar com uma bicicleta emprestada. De acordo com ela iria para Borda da Mata com uma Speed.

Ainda de acordo com a polícia, também foram analisados os cadernos, anotações e agendas de Marilda encontradas na casa, o que pode apontar para predisposição para o suicídio e claros sinais de depressão.

Por fim, o laudo de necropsia comprovou ausência de lesão ou sinal, até mesmo de perfuração de agulha, e os laudos complementares encontraram 14,6 dg/l de álcool e um medicamento barbitúrico, com propriedades sedativas e anticonvulsivantes que atua diretamente no sistema nervoso central.

“Todos esses contextos permitiram concluir que ela praticou suicídio, montou esse cenário e algumas fantasias para demonstrar que seria um crime, porque ela não tinha essa coragem de praticar o suicídio perante pacientes e à sociedade, então ela queria ocultar e demonstrar que faleceu por homicídio, mas de maneira alguma tentou incriminar o próprio marido. A Justiça já manifestou pelo arquivamento do caso”, disse o delegado Rodrigo Bartoli em entrevista coletiva.

Em janeiro do mesmo ano, segundo a polícia, a vítima já havia tentado suicídio, de acordo com registros médicos, mas foi encontrada a tempo pelo marido.

 

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